Introdução

Você já percebeu que estudar muito pra OAB não significa, necessariamente, acertar as 40 questões mágicas? Tem algo por trás dos aprovados que quase ninguém explica: ordem, ritmo e estratégia. Não é sobre força bruta, é sobre inteligência de execução. Neste guia, a gente vai abrir o jogo, sem romantização, mostrando o que realmente move a sua nota. Fica comigo até o fim e você vai entender por que alguns passam estudando menos.

Como funciona um cronograma de estudos da OAB na prática?

O que entra no cálculo real de um cronograma de estudos?

Um cronograma de estudos pra OAB não nasce de vontade, nasce de diagnóstico técnico. Você precisa cruzar três variáveis objetivas: tempo líquido diário, peso das disciplinas segundo a FGV e sua taxa real de acertos. Aqui a gente fala de números, não de feeling. A prova exige 40 pontos, a nota de corte flutua, mas o alvo é sempre 45 pra ter margem. O cronograma funciona como um mapa de alocação de energia cognitiva.

Pensa no caso do Lucas, que trabalhava 8 horas por dia e só tinha 3 horas líquidas pra estudar. Ele queria revisar tudo em 30 dias, mas ao calcular, percebeu que só Ética, Constitucional e Civil já consumiam 52% do peso da prova. Ajustamos o cronograma pra priorizar essas matérias e reduzir Direitos Humanos e ECA, onde ele já tinha 80% de acertos. Resultado: 43 pontos, estudando menos, mas certo.

Um detalhe que pouca gente observa é o impacto da carência de revisão. Se você não reserva, no mínimo, 20% do tempo pra revisão e questões, o cronograma quebra na semana 3. Além disso, disciplinas com legislação extensa, como Tributário e Trabalho (CLT), exigem mais blocos curtos, senão o rendimento cai drasticamente. Isso não tá nos editais, mas tá na prática.

O pulo do gato aqui é simples: cronograma bom não é o mais bonito, é o mais obedecível. Erro comum é montar uma planilha perfeita e não conseguir executar. Se você erra nesse ponto, não reprova por falta de conteúdo, reprova por colapso de rotina. Ajuste o plano pra sua vida real, não pra sua vida ideal.

Como distribuir teoria, lei seca e questões objetivas?

Na prática, a OAB cobra reconhecimento rápido de padrão, não dissertação. Por isso, a distribuição clássica 70% teoria e 30% questões não funciona mais. O ideal técnico hoje é trabalhar com blocos integrados: teoria enxuta, leitura dirigida de lei seca e, em seguida, questões da FGV. Isso treina memória, interpretação e gestão de tempo simultaneamente.

A Juliana, por exemplo, estudava Constitucional só por PDF. Quando começou a errar questões sobre controle de constitucionalidade, mudou a estratégia: 40 minutos de teoria, 20 minutos de CF/88 e 30 minutos de questões comentadas. Em duas semanas, saiu de 45% pra 72% de acertos, sem aumentar o tempo total de estudo.

Existe uma exceção importante: Ética Profissional. Aqui, a lei seca (EOAB e Código de Ética) pesa mais que doutrina. O erro comum é tratar Ética como matéria “fácil” e deixar pra revisar no final. Resultado: perde 6 a 8 pontos que fazem falta. O prazo ideal é revisar Ética semanalmente, mesmo que rápido.

O pulo do gato é usar questões como termômetro, não como castigo. Se você só faz questão no fim, não corrige rota. Quem ignora isso costuma estudar meses e travar nos mesmos 38 ou 39 pontos. Questão não é teste final, é ferramenta de ajuste fino do cronograma.

Qual cronograma escolher: 30, 60 ou 90 dias?

Quando o cronograma de 30 dias realmente funciona?

O cronograma de 30 dias não é pra iniciante, é pra quem já tem base consolidada. Tecnicamente, ele funciona quando você já estudou o conteúdo pelo menos uma vez e precisa focar em revisão, lei seca e questões. Aqui, o objetivo não é aprender do zero, é ativar memória e ganhar velocidade de prova.

Pensa no caso do Rafael, que reprovou por 2 pontos e tinha 30 dias até a repescagem. Ele já conhecia as matérias, mas errava por distração. Montamos um cronograma agressivo: 6 horas diárias, foco em 7 disciplinas-chave e simulado semanal. Investimento emocional alto, mas o retorno veio: 44 pontos.

A armadilha desse modelo é ignorar o desgaste mental. Sem pausas estratégicas, o rendimento despenca após o 15º dia. Outro ponto pouco falado é que, em 30 dias, não dá pra corrigir deficiência estrutural, como desconhecimento total de Processo Civil ou Penal. Isso precisa estar resolvido antes.

O pulo do gato é usar o cronograma de 30 dias como um funil: corta o que não pontua e aprofunda o que dá retorno imediato. Quem tenta “ver tudo” nesse prazo geralmente sai com sensação de estudo intenso e resultado fraco.

Como decidir entre 60 e 90 dias sem perder pontos?

Entre 60 e 90 dias, a decisão é matemática e emocional. Se você tem pelo menos 3 a 4 horas líquidas por dia e ainda não fechou o edital uma vez, 90 dias é o caminho mais seguro. Já o cronograma de 60 dias funciona pra quem tem mais tempo diário ou já estudou parte relevante das disciplinas.

A Carla tinha 2 horas por dia e pensou em 60 dias pra economizar tempo. Ao simular a carga, viu que teria que estudar 12 disciplinas em ritmo acelerado. Optou por 90 dias, ajustou o cronograma e evitou o efeito bola de neve. Passou com 41 pontos, sem desespero final.

Um detalhe pouco comentado é o impacto financeiro e psicológico. Cursos, simulados e materiais custam, às vezes, mais de R$ 500,00 por mês. Um cronograma mal escolhido gera retrabalho e frustração. Além disso, quanto menor o prazo, menor a margem pra imprevistos como doença ou sobrecarga no trabalho.

O pulo do gato é escolher o cronograma que você consegue manter até o dia da prova com cabeça fria. Quem força um prazo menor geralmente estuda mais nas primeiras semanas e abandona no meio. Consistência, na OAB, vale mais que intensidade desorganizada.

Como montar um sistema de revisão que realmente fixa o conteúdo?

Por que a revisão tradicional falha na OAB?

Vindo do raciocínio da Parte 1, onde você já entendeu que cronograma sem revisão colapsa, aqui entra o ponto crítico: a maioria revisa errado. Revisão não é reler PDF nem grifar novamente a lei seca. Do ponto de vista cognitivo, a OAB exige recuperação ativa da informação, não reconhecimento passivo. Quando você apenas relê, cria a falsa sensação de domínio, mas na prova, sob pressão, o cérebro não encontra o caminho de volta. É por isso que tanta gente “sabia a matéria” e mesmo assim trava.

O Pedro seguia um cronograma certinho, mas revisava só relendo resumos. Nos simulados, ficava sempre entre 36 e 38 pontos. Quando mudamos o método de revisão — trocando releitura por blocos de questões intercaladas com anotações de erro — ele percebeu algo chocante: errava sempre os mesmos padrões. Em três semanas, rompeu a barreira dos 40 pontos sem aumentar o tempo de estudo.

O risco oculto da revisão tradicional é o desperdício de tempo. Em média, o candidato gasta até 30% da carga horária “revisando” sem impacto real na taxa de acerto. Outro problema sério é revisar tudo igual, quando, tecnicamente, disciplinas com alta taxa de erro deveriam aparecer mais vezes no ciclo. Revisão sem hierarquia é só conforto emocional.

O pulo do gato é simples e técnico: revisão só conta se gerar erro corrigido. Se você terminou uma revisão e não sabe exatamente quais pontos ainda erra, aquilo não foi revisão, foi leitura de manutenção. Na OAB, manutenção não aprova.

Como aplicar a revisão cíclica sem enlouquecer?

Conectando com a necessidade de consistência que fechou a Parte 1, a revisão cíclica surge como ferramenta de sobrevivência mental. Tecnicamente, ela funciona por repetição espaçada, respeitando o esquecimento natural do cérebro. Em vez de revisar tudo toda semana, você revisita conteúdos em ciclos inteligentes, priorizando o que está prestes a ser esquecido ou o que gera mais erro em questões.

A Marina tinha 2h30 por dia e achava impossível revisar. Implementamos ciclos simples: revisão de 24h (erros do dia anterior), revisão de 7 dias (pontos fracos da semana) e revisão de 30 dias (disciplinas-chave). Sem planilha complexa, só controle de erros. Resultado: o estudo ficou mais leve e os simulados passaram de 39 para 42 pontos.

O erro mais comum aqui é tentar criar um sistema perfeito e complexo demais. Quando a revisão vira um projeto em si, o aluno abandona. Outro risco é não registrar erros. Revisão sem registro vira repetição aleatória. E atenção: Ética e Constitucional precisam entrar em todos os ciclos, independentemente do desempenho.

O pulo do gato é usar a revisão como filtro, não como acúmulo. Se um tema já está sólido, ele sai do foco temporariamente. Isso libera energia cognitiva para o que realmente pode te reprovar.

Como usar simulados e estatísticas para passar com margem?

Quantos simulados fazer antes da prova da OAB?

Depois de entender cronograma e revisão, o próximo nível é simulação estratégica. Simulado não é só treino, é instrumento de diagnóstico avançado. Tecnicamente, ele mede não apenas conhecimento, mas gestão de tempo, resistência mental e padrão de erro. A média segura é de 4 a 6 simulados completos, desde que analisados corretamente.

O André fazia simulado toda semana, mas só conferia o gabarito. Estagnou. Quando passou a analisar por disciplina, tipo de erro e tempo por bloco, descobriu que perdia pontos não por desconhecimento, mas por pressa em Penal e excesso de tempo em Civil. Ajustou a estratégia e fechou a prova com 43 pontos.

O risco aqui é o simulado virar fator de ansiedade. Fazer simulado demais, sem correção profunda, só reforça insegurança. Outro erro comum é fazer simulado fora do padrão FGV, com nível ou estilo diferente. Isso distorce a leitura real do seu desempenho e gera falsas conclusões.

O pulo do gato é tratar cada simulado como uma auditoria do seu cronograma. Se ele não gera mudança prática no plano de estudos, foi apenas um treino caro.

Como interpretar seus erros e ajustar o cronograma final?

Fechando o raciocínio estratégico iniciado na Parte 1, aqui está o divisor de águas: erro não é problema, erro repetido é. Tecnicamente, a análise correta separa erro por desconhecimento, confusão conceitual e desatenção. Cada tipo exige uma ação diferente no cronograma final.

A Fernanda errava muito Processo do Trabalho. Achava que era falta de estudo, mas ao classificar os erros, percebeu que a maioria era por leitura rápida demais do enunciado. Em vez de estudar mais teoria, treinou leitura ativa de questões. O número de acertos subiu sem adicionar novas horas.

Ignorar essa classificação leva ao retrabalho. O candidato acha que precisa estudar tudo de novo, quando, na verdade, precisa ajustar técnica de prova. Outro ponto crítico é não mexer no cronograma nas últimas semanas por medo. Cronograma que não se adapta vira armadilha.

O pulo do gato é usar os erros como GPS. Eles mostram exatamente onde mexer, o que cortar e onde insistir. Quem faz isso chega no dia da prova sem esperança, mas com probabilidade real de aprovação — e é isso que passa na OAB.

Como ajustar o cronograma nas últimas semanas sem perder pontos fáceis?

O que muda tecnicamente no estudo quando faltam 30 dias para a OAB?

No último mês, o estudo deixa de ser expansivo e passa a ser cirúrgico. Tecnicamente, não há mais ganho marginal relevante em abrir novas frentes teóricas, salvo exceções muito específicas. O cérebro, sob proximidade da prova, responde melhor a consolidação, integração entre disciplinas e automatização de padrões de questão. Isso significa reduzir teoria extensa e aumentar treino dirigido, focado em recorrência da FGV e interseções entre normas.

O Rafael, a 28 dias da prova, ainda insistia em fechar matérias “pendentes”, como Empresarial. O resultado era estudar muito e render pouco. Ao ajustar o cronograma para blocos de consolidação — Ética + Constitucional + disciplina forte — ele passou a reconhecer padrões de resposta com mais velocidade. O desempenho subiu sem adicionar conteúdo novo.

O risco aqui é psicológico: o medo de “não ter visto tudo”. Esse medo leva o candidato a pulverizar energia em temas de baixa incidência, enquanto perde pontos em matérias com peso estatístico alto. A exceção técnica ocorre quando o candidato ainda não atinge o mínimo em Ética, situação em que ajustes corretivos são obrigatórios.

O pulo do gato é simples: a 30 dias, o cronograma não pergunta mais “o que falta estudar?”, mas sim “de onde virão meus próximos 5 pontos?”. Essa mudança de pergunta redefine toda a estratégia.

Como redistribuir disciplinas sem quebrar a consistência cognitiva?

Redistribuir não é bagunçar. Tecnicamente, o cérebro precisa de previsibilidade para manter desempenho sob estresse. Ajustar o cronograma final exige preservar âncoras cognitivas — horários fixos, disciplinas-chave recorrentes — enquanto se altera a proporção de tempo. Ética, Constitucional e a disciplina de maior erro devem ganhar presença, mas sem excluir totalmente as demais.

A Juliana tentou um ajuste radical: cortou cinco matérias de uma vez. Nos primeiros dias, sentiu alívio, mas logo começou a errar questões básicas dessas disciplinas excluídas. O ajuste correto foi manter microblocos quinzenais de manutenção, evitando esquecimento total.

O erro mais comum é confundir foco com exclusão absoluta. A exceção ocorre apenas quando a estatística comprova inviabilidade matemática de recuperação em determinada disciplina. Fora isso, exclusão total gera buracos perigosos.

O pulo do gato é usar redistribuição progressiva: aumenta-se o tempo do que dá ponto e reduz-se o restante, sem romper completamente o contato. Consistência ganha da radicalidade.

Como controlar o emocional e manter desempenho estável até a prova?

Qual o impacto real da ansiedade no rendimento objetivo da OAB?

Ansiedade não é apenas emocional, é fisiológica. Tecnicamente, ela reduz memória de trabalho, piora leitura de enunciado e aumenta erros por impulsividade. Na OAB, isso se traduz em trocas de alternativa, confusão entre exceções legais e má gestão de tempo. Não é falta de estudo, é interferência cognitiva.

O Lucas dominava Processo Civil nos simulados em casa, mas despencava em ambientes formais. Ao mapear o problema, vimos que o erro surgia apenas sob pressão. O ajuste não foi teórico, mas sim simulações em ambiente controlado, com tempo e desconforto reais.

Ignorar o emocional leva o candidato a superestimar falhas técnicas. A exceção é quando a ansiedade revela lacuna real de conhecimento, mas isso é minoria. Na maioria dos casos, o conteúdo existe, mas não é acessado.

O pulo do gato é tratar o emocional como variável de desempenho, não como fraqueza pessoal. Quem treina sob pressão reduz drasticamente a diferença entre simulado e prova real.

Como criar estabilidade mental sem depender de motivação?

Motivação é volátil; estabilidade é técnica. Tecnicamente, estabilidade vem de rotinas previsíveis, métricas objetivas e redução de decisões desnecessárias. Quanto menos escolhas o candidato precisa fazer no dia a dia, menor o desgaste mental e maior a constância.

O Bruno parava de estudar sempre que “não estava no clima”. Ao substituir isso por horários fixos e metas mínimas não negociáveis, o estudo passou a acontecer independentemente do humor. O resultado foi previsibilidade — e previsibilidade gera confiança.

O risco é confundir estabilidade com rigidez extrema. Ajustes ainda são necessários, mas devem ser pontuais e baseados em dados, não em sensação. A exceção é em casos de exaustão real, onde pausa estratégica é técnica, não fuga.

O pulo do gato é eliminar a pergunta “estudo ou não hoje?”. Quando o estudo vira rotina automática, o emocional deixa de comandar o resultado.

O que fazer na véspera para não destruir meses de preparação?

Revisar ou descansar: qual a decisão tecnicamente correta?

Na véspera, o cérebro entra em modo de consolidação, não de aquisição. Tecnicamente, revisões extensas aumentam ansiedade e interferem na recuperação de informações já armazenadas. O indicado é revisão leve, focada em gatilhos mentais, estruturas e erros clássicos previamente mapeados.

A Camila tentou “virar a noite” revisando tudo. No dia seguinte, sentiu branco mental em questões simples. No exame seguinte, fez apenas revisão de erros recorrentes e descansou. O desempenho foi visivelmente superior.

O risco é o descanso virar abandono completo, gerando sensação de despreparo. A exceção é quando o candidato está extremamente exausto; aí, o descanso integral é técnica de preservação cognitiva.

O pulo do gato é revisar para lembrar que você sabe, não para aprender algo novo. Véspera não cria ponto, mas pode tirar vários.

Como organizar o dia anterior para chegar inteiro na prova?

Organização prévia reduz carga mental. Tecnicamente, tudo que pode ser decidido antes deve ser decidido: local de prova, documentos, alimentação, horários. Isso preserva energia cognitiva para o que importa: a execução da prova.

O Diego esqueceu de verificar o local com antecedência e chegou atrasado e tenso. O prejuízo emocional refletiu na primeira hora de prova. No exame seguinte, tudo estava planejado, e ele começou a prova estável.

O erro comum é subestimar o impacto desses detalhes. A exceção praticamente não existe: logística mal resolvida sempre cobra seu preço.

O pulo do gato é tratar a véspera como parte da prova. Quem chega calmo já começa com vantagem invisível.

Como executar a prova da OAB com estratégia de aprovado?

Qual a ordem ideal de resolução das questões?

Tecnicamente, a ordem padrão não é obrigatória. O candidato deve começar pelas disciplinas de maior segurança para gerar pontos rápidos e confiança inicial. Isso regula o emocional e cria margem para lidar com questões difíceis depois.

A Patrícia sempre começava por Penal, sua matéria mais fraca, e travava. Ao inverter a ordem e iniciar por Ética e Constitucional, ganhou ritmo e fechou a prova com tranquilidade.

O risco é gastar tempo demais nas primeiras questões por excesso de confiança. A exceção é quando o candidato tem domínio absoluto da disciplina inicial, o que é raro.

O pulo do gato é usar a ordem como ferramenta emocional e estratégica, não como obrigação imposta pelo caderno.

Quando insistir em uma questão e quando seguir em frente?

Insistir demais é erro técnico. Tecnicamente, a prova exige gestão de tempo por probabilidade: questões que não se resolvem em leitura qualificada inicial devem ser marcadas e revisitadas. Forçar raciocínio sob pressão aumenta erro.

O Henrique perdeu 15 minutos em uma questão de Tributário e comprometeu o bloco final. Ao aprender a abandonar estrategicamente, ganhou tempo e acertou mais no geral.

O risco é abandonar cedo demais por insegurança. A exceção ocorre quando a questão envolve detalhe raro, onde a chance de acerto é estatisticamente menor.

O pulo do gato é lembrar: a OAB não exige perfeição, exige pontuação mínima eficiente. Quem joga o jogo da probabilidade passa com margem.

Perguntas frequentes

Quantas horas por dia preciso estudar para passar na OAB?

Não existe um número mágico, mas a média técnica gira entre 2 e 4 horas líquidas diárias bem executadas. Mais importante do que volume é a qualidade do cronograma, a priorização correta das disciplinas e o uso constante de questões e revisão ativa. Muitos candidatos estudam menos horas e passam justamente por seguir estratégia, não por acumular conteúdo.

Dá para passar na OAB estudando em 30 dias?

É possível, mas apenas para quem já possui base consolidada e precisa focar em revisão, lei seca e questões. O cronograma de 30 dias não serve para aprender matérias do zero, e sim para ativar memória e corrigir erros recorrentes. Para iniciantes, esse prazo costuma gerar frustração e reprovação.

O que mais reprova os candidatos na primeira fase da OAB?

O principal fator é a falta de estratégia: cronogramas irreais, revisão ineficiente e pouca análise de erros. Muitos candidatos até estudam bastante, mas não priorizam disciplinas com maior peso ou insistem em métodos passivos, como releitura de PDFs. A reprovação raramente vem da falta total de conteúdo.

É melhor estudar todas as matérias ou focar em poucas?

O ideal é focar mais tempo nas disciplinas de maior peso e maior índice de erro, sem excluir totalmente as demais. Cortes radicais costumam gerar buracos perigosos na prova. A estratégia correta é redistribuir o tempo, mantendo contato mínimo com todas as matérias relevantes.

Fazer muitos simulados aumenta as chances de aprovação?

Sim, desde que os simulados sejam bem analisados. Fazer simulado sem correção profunda não traz ganho real e pode aumentar a ansiedade. O valor do simulado está em identificar padrões de erro, gestão de tempo e ajustes no cronograma final.

Revisar relendo o material funciona para a OAB?

Na maioria dos casos, não. A releitura gera falsa sensação de domínio, mas não prepara o cérebro para recuperar a informação sob pressão. A revisão eficaz envolve resolução de questões, análise de erros e retomada ativa dos pontos fracos identificados.

Como lidar com a ansiedade na semana da prova?

A melhor forma é reduzir decisões e manter rotinas previsíveis. Simulações em ambiente real, revisão leve e organização logística ajudam a estabilizar o emocional. A ansiedade costuma afetar mais a execução do que o conhecimento em si.

O que revisar na véspera da prova da OAB?

A véspera deve ser usada para revisões leves, focadas em erros recorrentes, estruturas legais e gatilhos mentais. Não é momento de aprender conteúdo novo ou fazer revisões extensas. O objetivo é chegar descansado e confiante para executar o que já foi estudado.

Base técnica e referências

Este conteúdo foi construído com base na análise recorrente das provas da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela aplicação do Exame de Ordem, bem como nas diretrizes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A metodologia considera princípios de psicologia cognitiva aplicada ao estudo, estatística de incidência das disciplinas, repetição espaçada e práticas consolidadas de preparação para exames de alta performance, alinhadas às normas do edital vigente do Exame de Ordem Unificado.

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