Introdução

Todo mundo conhece alguém que estudou anos pra OAB e ficou pelo caminho por detalhes que ninguém explicou direito. A prova não reprova quem não sabe Direito; ela elimina quem não entendeu o jogo. Quando você entende como a banca pensa, onde estão as pegadinhas e como otimizar tempo e energia, o cenário muda rápido. É exatamente isso que você vai ver aqui, sem enrolação.

Como funciona a prova da OAB na prática?

O que realmente cai na 1ª fase da OAB?

A 1ª fase da OAB é uma prova objetiva com 80 questões de múltipla escolha, valendo 1 ponto cada, sendo necessário atingir 40 pontos pra aprovação. Parece simples, mas não é. A banca (FGV) trabalha com interpretação refinada de lei seca, jurisprudência dominante e enunciados de súmulas, principalmente do STF e STJ. Não é uma prova de decoreba pura, é de priorização inteligente do conteúdo.

Na prática, pense no caso da Ana, que estudava 8 horas por dia, mas sem estratégia. Ela acertava bem em Constitucional e Administrativo, mas ignorava Ética. Resultado: deixou de fazer 8 pontos “baratos”. Ética, sozinha, costuma representar 10 questões. Se a Ana tivesse garantido 70% dessa matéria, teria somado mais 7 pontos e passado com folga.

Um detalhe que pouca gente comenta: a distribuição das questões não é aleatória. Existe um histórico claro de incidência por disciplina, e algumas matérias são cobradas de forma muito previsível. Ética, Constitucional, Civil, Processo Civil, Trabalho e Processo do Trabalho costumam somar quase metade da prova. Ignorar isso é estudar errado desde o dia 1.

O pulo do gato aqui é simples: você não precisa saber tudo, mas precisa saber o que mais cai e como cai. Quem tenta estudar 100% do edital acaba cansado, ansioso e com rendimento baixo. Quem estuda com base estatística e leitura direcionada da lei seca aumenta absurdamente a chance de aprovação.

Como a FGV elabora as pegadinhas das questões?

A FGV não erra português e não escreve nada por acaso. Cada alternativa errada é pensada pra pegar quem leu rápido demais ou confundiu conceitos próximos. Eles adoram trocar uma palavra-chave por outra parecida, como “poderá” por “deverá”, ou inserir uma exceção legal esquecida lá no final do artigo.

Imagine o caso do Bruno, que leu o art. 5º da Constituição dezenas de vezes. Na prova, caiu uma questão sobre direitos fundamentais com uma exceção prevista em lei específica. Ele marcou a alternativa óbvia e errou. O detalhe estava em uma ressalva que ele nunca tinha visto aplicada em questão. Isso é clássico da FGV.

Outro ponto pouco comentado: a banca usa muita jurisprudência pacificada, mesmo quando o texto da lei parece apontar pra outro lado. Se você não acompanha informativos do STF e STJ, principalmente os mais recentes, vai cair em armadilhas previsíveis. A FGV adora cobrar entendimento consolidado, não tese polêmica.

Aqui vai a dica estratégica: leia a questão procurando primeiro o erro, não o acerto. Treine seu cérebro pra desconfiar de alternativas “bonitinhas”. Muitas reprovações acontecem porque o candidato sabia o conteúdo, mas não soube identificar a pegadinha. Isso é treino, não dom.

Como montar um plano de estudos eficiente pra OAB?

Quantas horas por dia você realmente precisa estudar?

Não existe número mágico, mas existe lógica. A maioria dos aprovados estuda entre 2 e 4 horas líquidas por dia, com constância. Estudar 10 horas em um dia e zero no outro não funciona pro cérebro. O aprendizado jurídico exige repetição espaçada e revisão ativa.

Pensa no caso do Carlos, que trabalhava o dia inteiro e só tinha 3 horas à noite. Ele organizou blocos de 50 minutos, com 10 minutos de pausa, e manteve isso por 5 meses. Não era muito tempo diário, mas era todo dia. Resultado: passou na 1ª fase com 46 pontos.

Um detalhe importante: horas líquidas não são horas “sentado na cadeira”. Tempo de celular, distração e leitura passiva não contam. Além disso, o cérebro cansa. Passou de 4 ou 5 horas líquidas, o rendimento despenca. Forçar além disso é perder tempo achando que tá estudando.

O pulo do gato é medir desempenho, não horas. Se você estudou 2 horas e acertou 70% das questões daquela matéria, tá no caminho certo. Se estudou 6 horas e não lembra de nada, algo está errado. Ajuste antes que seja tarde.

Como dividir as matérias ao longo da semana?

A divisão das matérias precisa respeitar dois critérios: peso na prova e seu nível de dificuldade pessoal. Não faz sentido estudar Direitos Humanos todo dia e deixar Processo Civil pra “quando der”. A OAB cobra volume e regularidade.

Vamos ao exemplo da Juliana. Ela separou a semana assim: matérias grandes (Constitucional, Civil, Processo Civil) em dias alternados, Ética duas vezes por semana e matérias menores em blocos quinzenais. Em 30 dias, ela tinha passado por todo o edital pelo menos uma vez.

Um ponto pouco falado é a importância da revisão programada. Sem revisão em 7, 15 e 30 dias, você esquece mais de 60% do que estudou. Não é falta de capacidade, é biologia. Quem ignora isso estuda muito e rende pouco.

A dica avançada aqui é usar ciclos de estudo, não cronogramas engessados. Se você perdeu um dia, não se culpa, só continua o ciclo. Isso reduz ansiedade e aumenta consistência. Na OAB, ganha quem aguenta até o final com lucidez.

Como revisar e fixar o conteúdo sem esquecer tudo?

Por que a maioria esquece o que estudou em poucas semanas?

Se você chegou até aqui, já entendeu que estudar sem estratégia é perder energia. O problema é que muita gente acha que revisão é “luxo” ou só pra quem tem tempo sobrando. Não é. A curva do esquecimento é um fenômeno neurológico comprovado: sem revisões programadas, o cérebro descarta a informação jurídica como irrelevante. Em outras palavras, estudar sem revisar é como encher um balde furado. Na OAB, isso custa pontos preciosos.

Veja o caso do Rafael. Ele estudou todo o edital em quatro meses, com disciplina exemplar. Quando começou a fazer simulados, errava questões básicas de matérias que tinha visto no início do cronograma. Não era falta de inteligência, era falta de revisão estratégica. Ele confiou demais na memória de curto prazo e pagou o preço.

O risco aqui é silencioso. O candidato acha que “sabe” porque reconhece o conteúdo quando lê, mas não consegue recuperar a informação sozinho na prova. Isso é leitura passiva, não aprendizado real. A FGV cobra recuperação ativa: você precisa lembrar do artigo, da exceção e da jurisprudência sem ajuda.

O pulo do gato: revisão não é reler PDF. Revisar é forçar o cérebro a lembrar. Questões comentadas, flashcards e resumos de erros funcionam porque simulam o esforço da prova. Se a revisão não dói um pouco, ela não está funcionando.

Qual é o melhor método de revisão para a 1ª fase da OAB?

Conectando com a lógica dos ciclos de estudo, a revisão ideal pra OAB precisa ser simples, repetível e mensurável. O método mais eficiente combina três momentos: revisão curta (24h), revisão intermediária (7 a 15 dias) e revisão longa (30 dias). Isso mantém o conteúdo “vivo” no cérebro até o dia da prova.

A Paula aplicou isso de forma prática. Após estudar Constitucional, ela separava 20 questões no dia seguinte, outras 20 na semana seguinte e revisitava apenas os erros após um mês. Não relia teoria inteira. Resultado: quando caía uma questão parecida no simulado, a resposta vinha quase automática.

Um erro comum é tentar revisar tudo com a mesma profundidade. Ética, por exemplo, exige leitura literal do Código e resolução massiva de questões. Já matérias menores pedem revisões mais espaçadas. Tratar tudo igual é ineficiente e gera sobrecarga desnecessária.

O pulo do gato: monte um “caderno de erros”. Tudo o que você errar vira material de revisão. A prova da OAB é previsível; seus erros também são. Quem revisa erros passa, quem revisa teoria infinita se perde.

Como treinar com questões e simulados do jeito certo?

Quantas questões por dia realmente fazem diferença?

Depois de entender revisão, o próximo passo lógico é o treino direcionado com questões. Não adianta fazer 200 questões por dia sem analisar nada. A FGV não quer velocidade, quer precisão. O treino eficiente envolve resolver, errar, entender o porquê do erro e ajustar o raciocínio jurídico.

O exemplo clássico é o da Fernanda. Ela fazia 30 questões por dia, mas gastava quase o mesmo tempo corrigindo que resolvendo. Lia os comentários, voltava na lei seca e anotava padrões de cobrança. Em dois meses, a taxa de acertos saltou de 45% para 72%.

O risco aqui é o treino automático. Resolver questão como se fosse videogame, só marcando alternativa, cria falsa sensação de progresso. Na prova real, a cobrança vem diferente, e o candidato trava. Questão boa é a que te obriga a pensar, não a que você acerta rápido.

O pulo do gato: qualidade vence quantidade. Entre fazer 100 questões sem análise e 30 bem corrigidas, escolha sempre a segunda opção. A FGV repete lógica, não número de questões.

Quando começar os simulados completos e como analisá-los?

Seguindo o fluxo natural da preparação, os simulados entram quando você já percorreu boa parte do edital pelo menos uma vez. Antes disso, eles só servem pra gerar ansiedade. O simulado não é diagnóstico emocional; é ferramenta técnica pra ajuste fino.

O Lucas começou a fazer simulados faltando dois meses pra prova, um a cada 15 dias. No primeiro, fez 38 pontos e quase desistiu. Quando analisou com frieza, percebeu que errou muito em duas matérias específicas. Ajustou o estudo e, no simulado seguinte, fez 44 pontos.

O erro comum é olhar só a nota final. O que importa é: onde você errou? Foi por falta de conteúdo, desatenção ou pegadinha? Cada tipo de erro exige uma correção diferente. Ignorar essa análise é desperdiçar a ferramenta mais poderosa da reta final.

O pulo do gato: simulado bom é o que gera plano de ação. Terminou o simulado? Liste matérias fracas, tipos de erro e ajustes imediatos. A aprovação vem dessa leitura estratégica dos próprios resultados.

Como aprofundar a leitura da lei seca sem perder tempo?

Ler lei seca realmente faz diferença na prova da OAB?

Do ponto de vista técnico, a leitura da lei seca não é opcional para a 1ª fase da OAB. A FGV constrói muitas questões com base literal no texto legal, explorando detalhes de redação, exceções e conceitos que não aparecem com destaque nos resumos ou videoaulas. A lei é a fonte primária do Direito, e ignorá-la cria uma lacuna estrutural no estudo. Não se trata de decorar artigos aleatoriamente, mas de compreender como o texto normativo é cobrado em forma de alternativa.

O João sentiu isso na prática. Ele dominava a teoria de Processo Civil por meio de aulas completas, mas errava questões que pediam o prazo correto ou a redação exata de um dispositivo. Quando passou a ler o CPC com foco nos artigos mais cobrados, percebeu que a banca alterava uma única palavra para induzir ao erro. A familiaridade com a letra da lei fez com que ele começasse a “estranhar” alternativas erradas.

O risco aqui é fazer uma leitura passiva, como se a lei fosse um livro comum. Muitos candidatos leem dezenas de artigos em sequência e não fixam nada. Outro erro frequente é tentar ler toda a legislação do edital, o que é inviável e gera frustração. A exceção são matérias como Ética e Constitucional, em que a literalidade tem peso desproporcional.

O pulo do gato: leia a lei seca com mentalidade de banca. Pergunte-se: “onde isso vira pegadinha?”. Marque termos como “exceto”, “salvo”, “é vedado” e “poderá”. A FGV vive desses detalhes.

Como integrar lei seca com questões sem retrabalho?

A integração técnica ideal é usar a lei seca como instrumento de correção, não como ponto de partida isolado. Após resolver questões, o candidato deve ir diretamente ao artigo correspondente para entender como a banca extraiu a resposta. Isso cria uma ponte direta entre norma e cobrança prática, consolidando a memória de longo prazo com contexto.

A Marina fazia assim: resolvia blocos de questões de Direitos Humanos e, ao errar, abria imediatamente o tratado ou artigo constitucional cobrado. Ela não lia tudo, apenas o trecho relacionado ao erro. Em poucas semanas, começou a antecipar o raciocínio da banca antes mesmo de ler as alternativas.

O perigo é separar demais as frentes de estudo. Quando a lei seca fica desconectada das questões, ela vira um conteúdo abstrato. Outro risco é tentar “fechar” a leitura da lei antes de começar a treinar, o que atrasa o ciclo de aprendizado e gera falsa sensação de preparo.

O pulo do gato: a lei seca deve responder aos seus erros. Se não houve erro ou dúvida, não houve motivo real para leitura. Estude a lei como consequência do treino, não como ritual vazio.

Como administrar o tempo de prova para evitar erros bobos?

O tempo é realmente um fator decisivo na 1ª fase da OAB?

Tecnicamente, a prova da OAB é longa e exige resistência cognitiva. São 80 questões em cinco horas, o que parece confortável no papel, mas se torna desafiador quando o cansaço mental se acumula. A má gestão do tempo não costuma levar à falta de minutos finais, mas à queda de atenção, que gera erros em questões fáceis.

O caso do André é ilustrativo. Nos simulados em casa, ele sempre terminava com folga. Na prova real, gastou tempo excessivo em questões difíceis logo no início e chegou às últimas 20 questões exausto. Errou várias por desatenção, não por desconhecimento do conteúdo.

O risco é adotar uma estratégia rígida demais ou inexistente. Alguns candidatos travam em uma questão tentando “resolver na marra”. Outros passam rápido demais, sem leitura adequada. Ambos os extremos custam pontos que fazem falta na linha de corte.

O pulo do gato: tempo não é só relógio, é energia mental. Questão difícil demais deve ser marcada e pulada. A prova cobra constância, não heroísmo jurídico.

Qual é a melhor ordem para resolver as questões?

Do ponto de vista estratégico, a ordem das matérias influencia diretamente o desempenho. Começar por disciplinas de maior domínio cria confiança e aquece o raciocínio. Deixar matérias mais complexas para depois evita desgaste precoce. Essa lógica respeita o funcionamento cognitivo sob pressão.

A Carla sempre começava por Ética e Constitucional, onde tinha alto índice de acerto. Em 40 minutos, já tinha acumulado pontos importantes. Isso reduzia a ansiedade e permitia enfrentar matérias mais difíceis com mais calma no segundo bloco da prova.

O risco é copiar estratégias alheias sem considerar o próprio perfil. Para alguns, começar por Ética funciona; para outros, gera excesso de cuidado e perda de tempo. Não existe ordem universal, existe ordem testada em simulados.

O pulo do gato: a melhor ordem é a que você já testou antes. Simulado serve também para ajustar sequência de matérias, não só conteúdo.

Como lidar com o emocional e a pressão da reta final?

O emocional realmente influencia o resultado da prova?

Tecnicamente, sim. Ansiedade elevada afeta memória de trabalho, atenção e capacidade de interpretação. Mesmo com conteúdo dominado, o candidato emocionalmente desorganizado tende a errar mais. A OAB é uma prova jurídica, mas também é uma prova de controle emocional.

O Felipe sabia a matéria, mas travava sempre que via uma questão longa. O medo de errar fazia com que ele lesse rápido demais e interpretasse mal os comandos. Quando passou a treinar sob condições semelhantes à prova, com tempo cronometrado, reduziu significativamente esse bloqueio.

O risco é ignorar o emocional achando que “na hora dá certo”. Não dá. A pressão existe e pega desprevenido quem nunca simulou esse cenário. Outro erro é buscar técnicas milagrosas de última hora, sem treino prévio.

O pulo do gato: emocional se treina como conteúdo. Simulados completos, no horário da prova, são a melhor forma de reduzir ansiedade real.

O que evitar fazer nas últimas semanas antes da prova?

Do ponto de vista estratégico, a reta final não é momento de aprender tudo que falta, mas de consolidar o que já foi estudado. Tentar conteúdos novos gera insegurança e sensação constante de atraso. A prioridade passa a ser revisão direcionada e manutenção da confiança.

A Renata tentou começar uma matéria nova faltando dez dias para a prova. Resultado: ficou confusa, misturou conceitos e começou a errar questões que antes acertava. Quando voltou a revisar apenas erros e pontos fracos conhecidos, recuperou estabilidade.

O risco é o desespero comparativo: ver outros candidatos estudando assuntos diferentes e achar que está fazendo pouco. Esse ruído externo desorganiza qualquer planejamento bem-feito.

O pulo do gato: na reta final, cortar é mais importante que adicionar. Quem chega confiante erra menos do que quem chega “sabendo tudo”.

Como montar um plano final até o dia da prova?

O que um plano de reta final tecnicamente eficiente precisa ter?

Um plano de reta final bem estruturado precisa equilibrar revisão, treino e descanso. Tecnicamente, ele deve ser enxuto, focado em matérias de maior peso e nos próprios erros do candidato. Não é um novo cronograma de estudos, mas um refinamento do que já foi feito.

O Diego organizou suas últimas três semanas com base nos simulados: revisava apenas as matérias com menor desempenho, fazia questões comentadas e reservava dias específicos para descanso ativo. Chegou na prova sem sensação de esgotamento.

O risco é criar um plano irreal, com muitas horas diárias e pouco espaço para recuperação mental. Isso leva à exaustão e queda de rendimento justamente no momento decisivo.

O pulo do gato: plano bom é o que você consegue cumprir até o fim. Menos conteúdo, mais precisão.

Como saber se você está pronto para a 1ª fase da OAB?

Tecnicamente, prontidão não significa gabaritar simulados, mas manter uma média segura acima da linha de corte. Mais importante que a nota isolada é a estabilidade dos resultados e a redução de erros repetidos.

A Juliana nunca passou de 48 pontos nos simulados, mas raramente errava Ética e tinha desempenho constante. No dia da prova, manteve o padrão e foi aprovada. Ela confiou no processo, não em picos artificiais de desempenho.

O risco é buscar uma certeza absoluta que não existe. Sempre haverá dúvidas e inseguranças. Esperar “se sentir 100% pronto” é adiar o inevitável.

O pulo do gato: aprovado não é quem sabe tudo, é quem erra menos o que já errou antes. Consistência aprova.

Perguntas frequentes

Quantas vezes posso tentar a prova da OAB?

Não existe limite de tentativas para a prova da OAB. O candidato pode prestar o Exame de Ordem quantas vezes quiser, desde que cumpra os requisitos legais, como ter concluído o curso de Direito ou estar no último ano. Isso reforça a importância de ajustar a estratégia a cada tentativa, analisando erros e corrigindo o método de estudo.

É possível passar na OAB estudando sozinho?

Sim, é possível passar na OAB estudando sozinho, desde que o candidato tenha disciplina, método e acesso a materiais confiáveis. O maior risco do estudo autônomo é a falta de direcionamento estratégico, o que pode levar à perda de tempo com conteúdos pouco cobrados ou a ausência de revisões e simulados bem analisados.

Quanto tempo antes devo começar a estudar para a OAB?

O tempo ideal varia conforme a base do candidato, mas a média mais segura gira entre 4 e 6 meses de preparação consistente para a 1ª fase. Começar cedo permite ciclos completos de estudo, revisão e treino, reduzindo a ansiedade e aumentando a retenção do conteúdo jurídico relevante para a prova.

Vale a pena focar apenas nas matérias que mais caem?

Sim, focar nas matérias de maior incidência é uma estratégia eficiente, especialmente para a 1ª fase. Isso não significa ignorar completamente as demais disciplinas, mas sim priorizar aquelas que oferecem maior retorno em pontos, respeitando a lógica estatística da banca examinadora.

Lei seca ou doutrina: o que é mais importante?

Para a 1ª fase da OAB, a lei seca tem peso determinante, pois muitas questões exploram a literalidade do texto legal e suas exceções. A doutrina serve como apoio para compreensão, mas não substitui a leitura estratégica da legislação e o treino com questões no padrão da FGV.

Fazer muitos simulados garante aprovação?

Simulados ajudam muito, mas não garantem aprovação por si só. O diferencial está na análise detalhada dos resultados, identificando padrões de erro e ajustando o plano de estudos. Simulado sem correção estratégica vira apenas um termômetro emocional, não uma ferramenta de evolução real.

O nervosismo pode me reprovar mesmo sabendo a matéria?

Pode, sim. Ansiedade excessiva compromete atenção, interpretação e memória, levando a erros evitáveis. Por isso, treinar em condições semelhantes às da prova e ter uma estratégia clara de resolução das questões é tão importante quanto dominar o conteúdo jurídico.

Dá para estudar para a OAB trabalhando o dia inteiro?

Dá, desde que o estudo seja organizado e realista. Muitos aprovados conciliam trabalho e estudo com poucas horas diárias, mas bem aproveitadas. Constância, revisão programada e foco em matérias prioritárias compensam a falta de tempo disponível.

Base técnica e referências

Este conteúdo foi elaborado com base na análise técnica do Exame de Ordem Unificado, conforme regulamentação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nos editais oficiais da prova e no padrão de cobrança da Fundação Getulio Vargas (FGV). Também considera entendimentos consolidados do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), especialmente no que se refere à jurisprudência pacificada e súmulas frequentemente exploradas na 1ª fase do exame.

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