Introdução
Você já percebeu que todo mundo fala da taxa de aprovação da OAB, mas quase ninguém explica o que realmente tem por trás desses números? A sensação é de que existe um código oculto que separa quem passa de quem fica pelo caminho. Neste guia, a gente vai abrir o capô das estatísticas e mostrar como elas funcionam na prática — e como você pode usar isso a seu favor, sem achismo e sem romantização.
Como funcionam, na prática, as estatísticas de aprovação da OAB?
Como a taxa de aprovação da OAB é calculada oficialmente?
Tecnicamente, a taxa de aprovação da OAB é o resultado da divisão entre o número de candidatos aprovados e o total de candidatos presentes na prova, multiplicado por 100. A FGV, banca organizadora do Exame de Ordem, considera apenas quem efetivamente comparece e tem a prova corrigida, excluindo ausentes e provas anuladas. Isso vale tanto pra 1ª fase (objetiva, com 80 questões) quanto pra 2ª fase (prático-profissional), cada uma com métricas próprias.
Pra deixar isso concreto, pensa no XXXVIII Exame de Ordem: se 120.000 candidatos fizeram a prova objetiva e apenas 24.000 atingiram a nota de corte mínima de 40 acertos, a taxa de aprovação da 1ª fase foi de 20%. Isso não quer dizer que 80% “não sabiam nada”, mas sim que erraram questões estratégicas, mal distribuídas entre disciplinas de alto peso como Constitucional, Civil e Ética.
Um detalhe pouco comentado é que essa taxa não reflete reprovação definitiva. Quem passa na 1ª fase e reprova na 2ª entra no regime de repescagem, podendo refazer apenas a prova prática no exame seguinte, dentro do prazo regulamentar do edital. Isso distorce a leitura fria dos números, porque parte dos aprovados da 2ª fase não veio da mesma edição.
O pulo do gato aqui é parar de usar a taxa de aprovação como sentença e começar a tratá-la como diagnóstico. Quando você entende que o número reflete estratégia de prova — e não só conteúdo — você muda o foco do “estudar mais” pra “estudar melhor”, priorizando disciplinas que realmente puxam a média pra cima.
O que significa a nota de corte da OAB e por que ela é fixa?
A nota de corte da OAB na 1ª fase é de 50% da prova, ou seja, 40 acertos em 80 questões. Esse número é fixo por força do Provimento nº 144/2011 do CFOAB e não varia conforme o desempenho geral dos candidatos. Diferente de concursos públicos, aqui não existe ajuste estatístico ou curva de notas: ou você atinge a nota mínima, ou tá fora.
Na prática, isso cria situações curiosas. Imagine dois candidatos: Ana acertou 39 questões, Bruno acertou 40. A diferença objetiva entre eles é uma questão, que pode valer 1,25 ponto. Mesmo assim, Ana é reprovada e Bruno segue no exame. É duro, mas é exatamente por isso que cada questão importa, especialmente nas disciplinas “menores”, como ECA ou CDC.
Um ponto que pouca gente percebe é que questões anuladas entram no cálculo automaticamente como acerto pra todos os candidatos. Se uma questão de Ética é anulada, por exemplo, ela conta como ponto ganho, impactando diretamente a corrida pela nota de corte. Por isso, acompanhar recursos e padrões de anulação da FGV não é frescura, é estratégia.
O erro comum é estudar mirando 50% cravado. O pulo do gato é trabalhar com margem de segurança, mirando 55 a 60% nos simulados. Isso te protege de surpresas, questões dúbias e daquele famoso “branco” que pode custar sua aprovação por um detalhe bobo.
Quais disciplinas mais impactam as estatísticas de aprovação da OAB?
Quais matérias concentram mais questões e definem a aprovação?
Na 1ª fase da OAB, algumas disciplinas têm peso desproporcional na estatística final. Ética Profissional sozinha responde por 8 questões. Constitucional, Administrativo, Civil, Processo Civil e Penal somam boa parte das 80 questões. Isso significa que mais de 60% da prova tá concentrada em um núcleo duro de matérias, cobradas de forma recorrente e previsível.
Vamos a um exemplo prático: João estudou todas as 20 disciplinas, mas negligenciou Ética e Constitucional. Ele foi muito bem em Empresarial e Tributário, acertando 70% nelas, mas fechou Ética com apenas 3 acertos. No final, parou nos 38 pontos. Se tivesse acertado mais duas de Ética, estaria aprovado — sem precisar estudar “mais”, só estudar certo.
Existe ainda a regra não escrita da recorrência temática. A FGV repete estruturas de cobrança, especialmente em Ética (Estatuto da Advocacia, prazos, incompatibilidades) e em Processo Civil (recursos, competência, coisa julgada). Ignorar isso é desperdiçar um padrão estatístico que tá escancarado nos exames anteriores.
O pulo do gato é montar seu plano de estudo invertido: começar pelas disciplinas que mais caem e só depois expandir pras menores. Quem faz o contrário geralmente sabe “um pouco de tudo”, mas não atinge a massa crítica necessária pra passar da nota de corte.
Quais disciplinas apresentam os maiores índices de erro dos candidatos?
As estatísticas mostram que algumas matérias são verdadeiras armadilhas. Direito Tributário, Filosofia do Direito e Direitos Humanos costumam ter altos índices de erro, seja pela abstração teórica, seja pela forma interpretativa das questões. Isso não significa que você deva ignorá-las, mas sim estudá-las com outra lógica.
Pensa no caso da Carla: ela odiava Tributário e decidiu “deixar pra depois”. Chegou na prova e errou 4 das 5 questões da matéria. Cada erro parecia pequeno, mas no final foram 5 pontos jogados fora. Resultado: 39 acertos. Reprovação. Um investimento de poucas horas focadas poderia ter evitado isso.
Um detalhe importante é que essas disciplinas de alto erro costumam ter padrão de cobrança fechado, com temas repetidos: limitações ao poder de tributar, espécies tributárias, tratados internacionais em Direitos Humanos. Não é um mar de conteúdo infinito como parece à primeira vista.
O pulo do gato aqui é usar essas matérias como diferencial competitivo. Enquanto a maioria foge delas, você estuda com foco cirúrgico nos temas quentes e transforma uma disciplina “vilã” em pontos fáceis. Na OAB, ganhar vantagem não é saber mais que todo mundo — é errar menos onde a maioria erra.
As estatísticas de aprovação da OAB mudam conforme o perfil do candidato?
Existe diferença real de aprovação entre recém-formados e repetentes?
Depois de entender que errar pouco nas disciplinas certas é o que realmente move a taxa de aprovação, surge uma pergunta incômoda: o perfil do candidato interfere nas estatísticas da OAB? Tecnicamente, a prova é a mesma pra todos, mas os números mostram padrões claros quando se cruza aprovação com tempo de formado. Recém-formados tendem a ter contato mais fresco com a teoria, enquanto repetentes carregam experiência prática de prova — e também vícios acumulados. A estatística não é neutra: ela reflete comportamento.
Pensa no caso do Rafael, recém-formado, que saiu direto da faculdade para o Exame de Ordem. Ele lembrava bem conceitos de Constitucional e Civil, mas nunca tinha feito um simulado completo em tempo real. Resultado: sabia o conteúdo, mas errou por gestão de tempo e ansiedade. Já a Paula, na terceira tentativa, conhecia a prova como ninguém, mas insistia em estudar do mesmo jeito das reprovações anteriores. Ambos ficaram abaixo da nota de corte, por motivos diferentes, mas estatisticamente previsíveis.
O dado pouco comentado é que repetentes têm maior taxa de aprovação quando mudam de estratégia. Quando não mudam, a chance de reprovação se mantém estável. Isso acontece porque a OAB não pune falta de conhecimento bruto, mas sim repetição de erros estratégicos: leitura apressada, chute mal calibrado, excesso de foco em matérias de baixo peso. A estatística, nesse sentido, é quase pedagógica: ela recompensa adaptação.
O pulo do gato aqui é simples e brutalmente honesto: recém-formado precisa aprender a fazer prova; repetente precisa desaprender o que não funcionou. Se você se identifica com um desses perfis, seu plano de estudo não pode ser genérico. Ele tem que atacar exatamente o ponto fraco estatístico do seu histórico pessoal.
Candidatos que trabalham durante o dia têm menos chance de aprovação?
Seguindo essa linha de leitura dos números, outro mito clássico aparece: quem trabalha o dia inteiro reprova mais na OAB. Quando a gente olha a estatística crua, parece fazer sentido, porque o tempo disponível pra estudo é menor. Mas o problema não é o número de horas, e sim a forma como essas horas são usadas. A OAB não mede esforço; ela mede acerto líquido em 80 questões objetivas.
Um micro-caso realista é o da Fernanda, que trabalhava oito horas por dia e só conseguia estudar à noite. Enquanto colegas passavam o dia inteiro “estudando”, ela tinha blocos fechados de 1h30 focados em resolução de questões e revisão ativa. No fim, Fernanda bateu 45 acertos, enquanto muitos estudantes em tempo integral ficaram abaixo dos 40. A estatística sorriu pra quem teve método, não pra quem teve mais tempo.
O risco aqui é o candidato trabalhador cair na armadilha do estudo fragmentado: um pouco de vídeo hoje, um PDF amanhã, sem encadeamento lógico. Isso cria a sensação de estudo constante, mas sem retenção. A OAB cobra reconhecimento rápido de padrões, não memória enciclopédica. Quem estuda cansado precisa ser ainda mais estratégico.
O pulo do gato é transformar limitação de tempo em filtro de eficiência. Se você trabalha, sua vantagem é não poder desperdiçar horas. Use estatísticas de incidência de temas, foque em questões comentadas e revise com base no erro. A OAB não pergunta quantas horas você estudou — ela só quer saber se você acertou 40 vezes.
Como usar as estatísticas da OAB para montar uma estratégia de estudo vencedora?
Como transformar dados de aprovação em um plano de estudo prático?
Depois de entender quem mais erra, quem mais acerta e por quê, o próximo passo lógico é operacionalizar tudo isso. Estatística sem execução é só curiosidade. Na prática, montar um plano de estudo baseado nos dados da OAB significa inverter a lógica tradicional: em vez de seguir a ordem do edital, você segue a ordem de impacto na nota final.
Imagine o Lucas, que sempre começava estudando pelas matérias que achava “mais fáceis”. Ele avançava rápido, mas acumulava poucos pontos reais. Quando mudou a estratégia e passou a iniciar a semana por Ética, Constitucional e Processo Civil — exatamente onde a prova mais cobra — seus acertos subiram mesmo estudando menos horas. O plano deixou de ser confortável e passou a ser eficiente.
Um cuidado essencial é não confundir estatística com rigidez. O plano precisa ter núcleo fixo (matérias de alto peso) e periferia flexível (disciplinas menores). Além disso, revisões precisam ser guiadas por erro, não por cronograma. Revisar o que você já domina é confortável, mas estatisticamente inútil pra subir a taxa de aprovação.
O pulo do gato é montar o plano com base em três camadas: matérias que mais caem, matérias que você mais erra e matérias que a maioria erra. Onde essas camadas se cruzam, mora sua maior oportunidade de ganho de pontos com o menor esforço possível.
Quais erros estratégicos mais derrubam a taxa de aprovação individual?
Por fim, quando a gente desce do macro das estatísticas gerais pro micro da aprovação individual, alguns erros aparecem com frequência assustadora. O principal deles é estudar como se a OAB fosse um concurso tradicional, tentando esgotar o conteúdo. A estatística mostra que quem tenta saber tudo geralmente não acerta o suficiente no que realmente importa.
Um exemplo clássico é o da Mariana, que tinha resumos enormes e coloridos, mas quase não fazia questões. Na prova, conhecia os temas, mas não reconhecia o padrão da pergunta. Errou questões fáceis por interpretação e perdeu pontos preciosos em disciplinas que ela “sabia”. O resultado foi uma reprovação difícil de engolir, mas estatisticamente previsível.
Outro erro recorrente é ignorar simulados em tempo real. Sem simular pressão, o candidato não treina tomada de decisão, que é essencial na OAB. A estatística de reprovação aumenta drasticamente entre quem nunca fechou uma prova completa antes do dia oficial. Não é falta de conteúdo — é falta de treino decisório.
O pulo do gato é tratar cada erro como dado. Questão errada não é fracasso, é informação. Se você usa seus erros pra ajustar rota, você tá fazendo exatamente o que as estatísticas mostram que os aprovados fazem. No fim, passar na OAB é menos sobre genialidade e mais sobre inteligência estratégica aplicada com consistência.
A estatística da OAB pode ser usada para prever sua chance real de aprovação?
Dá pra estimar sua aprovação antes da prova com base em dados objetivos?
Tecnicamente, a estatística da OAB não serve para adivinhar o futuro, mas ela é extremamente eficiente para reduzir incerteza. Quando você cruza três variáveis — desempenho médio por disciplina, incidência histórica de temas e sua taxa pessoal de acertos — é possível construir uma estimativa realista da sua probabilidade de aprovação. Não é achismo: é leitura de padrão. A OAB é previsível no volume de cobrança, e quem entende isso deixa de estudar no escuro.
Pensa no caso do Eduardo, que fazia simulados semanais e anotava não só a nota final, mas onde estavam os erros. Ele percebeu que, mesmo indo mal em Penal, mantinha alto índice em Ética e Processo Civil. Ao projetar esses números com base no padrão histórico da prova, ele viu que estava consistentemente acima da linha de corte. Isso mudou sua postura: menos ansiedade, mais foco em ajustes finos.
O risco aqui é usar estatística de forma ilusória. Muitos candidatos se enganam ao fazer contas otimistas, ignorando variáveis como fadiga, pressão emocional e variação mínima de dificuldade da prova. Estatística não substitui preparo, nem garante resultado. Ela só funciona quando os dados analisados são reais, atuais e colhidos em condições semelhantes às da prova oficial.
O pulo do gato é simples: use a estatística como termômetro, não como sentença. Se seus números mostram instabilidade em matérias de alto peso, você ainda está em zona de risco. Se mostram constância acima da média, é sinal verde para consolidar. Quem mede corretamente, ajusta antes da prova — e isso aumenta drasticamente a chance de aprovação.
Por que alguns candidatos melhoram muito e outros ficam estagnados tentativa após tentativa?
A estagnação na OAB é falta de capacidade ou erro de leitura estratégica?
Quando a gente observa candidatos que repetem resultados ruins por várias edições, a estatística aponta um padrão claro: não é falta de inteligência nem de esforço, mas erro de diagnóstico. Esses candidatos estudam mais, mas estudam errado, porque não analisam seus próprios dados. Já quem evolui rápido costuma ter uma postura quase clínica em relação ao desempenho: identifica sintomas, ajusta método e testa novamente.
Um exemplo é o da Camila, que reprovou duas vezes com 37 e 38 acertos. Em vez de aumentar a carga horária, ela passou a mapear exatamente onde perdia pontos. Descobriu que errava questões fáceis por leitura apressada. Ajustou o ritmo, treinou interpretação e, na tentativa seguinte, chegou aos 42 acertos sem estudar mais horas. A evolução veio da leitura correta do problema.
A exceção aqui são casos de lacunas graves de base teórica. Se o candidato nunca consolidou fundamentos mínimos, a análise estatística sozinha não resolve. Nesses casos, insistir apenas em questões pode gerar falsa sensação de progresso. A estatística precisa ser usada em conjunto com reconstrução pontual de conteúdo, senão ela vira maquiagem de deficiência estrutural.
O pulo do gato é parar de perguntar “quanto eu estudei” e começar a perguntar “onde exatamente eu perdi pontos”. Quem transforma reprovação em dado sai da estagnação. Quem transforma reprovação em frustração tende a repetir o mesmo resultado, edição após edição.
A prova da OAB favorece quem joga seguro ou quem arrisca mais?
Estratégia conservadora ou agressiva: o que a estatística mostra?
Existe um debate silencioso entre candidatos: vale mais a pena garantir os pontos fáceis ou tentar dominar tudo? A estatística histórica da OAB responde com clareza: aprovação vem de consistência, não de ousadia. A prova é construída para premiar quem reconhece padrões médios com alto índice de acerto, não quem tenta resolver exceções complexas. Jogar seguro, aqui, não é ser medíocre — é ser estratégico.
O João é um bom exemplo. Ele sempre tentava acertar questões difíceis de Tributário e Empresarial, mas errava perguntas básicas de Ética por excesso de confiança. Quando inverteu a lógica e passou a blindar as matérias previsíveis, abriu mão de “brilhar” em temas raros e estabilizou a nota. O resultado foi aprovação com margem confortável.
O risco da estratégia conservadora é cair na acomodação. Alguns candidatos usam o discurso do “seguro” para justificar não enfrentar pontos fracos relevantes. Se você deixa de estudar uma disciplina de peso sob o pretexto de que “não gosta”, a estatística vira contra você. Segurança não é fugir do difícil; é escolher batalhas com melhor retorno.
O pulo do gato é construir uma base sólida onde a prova é mais previsível e, só depois, expandir. Primeiro garanta os pontos que a OAB historicamente entrega. Depois, se sobrar tempo e energia, avance. Quem tenta fazer tudo ao mesmo tempo geralmente não fecha nem o básico.
Como alinhar mentalidade e estatística para performar melhor no dia da prova?
A leitura dos dados influencia o controle emocional do candidato?
Pouco se fala, mas a estatística tem um efeito psicológico poderoso. Quando o candidato entende os números, ele reduz ansiedade porque sabe onde pode errar e ainda assim passar. A OAB não exige perfeição, mas equilíbrio. Ter clareza estatística transforma a prova de um evento emocional em uma execução técnica.
A Larissa sofria de bloqueio emocional em provas. Sempre achava que precisava acertar tudo. Quando passou a analisar estatísticas, percebeu que podia errar em determinadas disciplinas sem comprometer a aprovação. No dia da prova, ficou mais calma, gerenciou melhor o tempo e evitou decisões impulsivas. O desempenho melhorou sem mudança radical de conteúdo.
O cuidado aqui é não usar a estatística como muleta emocional. Alguns candidatos relaxam demais ao achar que “já está bom o suficiente”. Isso pode gerar queda de rendimento. Dados servem para orientar foco e reduzir ruído mental, não para justificar desleixo ou excesso de confiança.
O pulo do gato é entrar na prova com um mapa mental claro: saber onde você é forte, onde pode errar e onde não pode falhar. Quando mentalidade e estatística andam juntas, o candidato deixa de reagir à prova e passa a conduzi-la. É nesse ponto que a aprovação deixa de ser sorte e vira consequência lógica do preparo.
Perguntas frequentes
A taxa de aprovação da OAB realmente reflete o nível de dificuldade da prova?
A taxa de aprovação da OAB reflete muito mais o nível de preparo estratégico dos candidatos do que a dificuldade absoluta da prova. Como a nota de corte é fixa, pequenas falhas em disciplinas de alto peso impactam fortemente o resultado final. Por isso, uma prova tecnicamente previsível pode gerar índices baixos quando os candidatos estudam sem foco estatístico.
Quantas questões preciso acertar para passar com segurança na 1ª fase da OAB?
Embora a nota mínima seja 40 acertos, a estatística mostra que trabalhar com uma margem de segurança entre 44 e 48 acertos reduz significativamente o risco de reprovação. Essa folga protege contra questões anuladas inesperadas, erros de leitura e variações normais de desempenho no dia da prova.
Vale a pena estudar todas as disciplinas do edital da OAB?
Sim, todas as disciplinas devem ser estudadas, mas não com o mesmo peso. A estatística histórica demonstra que algumas matérias concentram a maior parte das questões e devem ser priorizadas. Estudar tudo de forma igual geralmente dilui esforço e reduz a chance de atingir a nota de corte.
Quem já reprovou na OAB tem menos chance de aprovação nas próximas tentativas?
Não necessariamente. Candidatos repetentes que ajustam a estratégia com base nos próprios erros tendem a aumentar significativamente a taxa de aprovação. O problema está em repetir o mesmo método esperando um resultado diferente, o que a estatística mostra ser altamente ineficaz.
Trabalhar durante o dia prejudica a aprovação na OAB?
O fator decisivo não é a quantidade de horas disponíveis, mas a qualidade do estudo. Candidatos que trabalham e utilizam métodos focados em questões, revisão ativa e temas recorrentes frequentemente superam estudantes com mais tempo, porém sem estratégia definida.
Fazer simulados realmente aumenta a chance de aprovação?
Sim. Os dados indicam que candidatos que realizam simulados completos em tempo real apresentam melhor gestão de tempo, menor ansiedade e maior taxa de acertos. O simulado treina tomada de decisão, habilidade essencial para ultrapassar a nota de corte.
É possível prever minha aprovação antes da prova da OAB?
Não é possível garantir o resultado, mas a análise de desempenho em simulados, cruzada com a incidência histórica das disciplinas, permite estimar com boa precisão se o candidato está acima ou abaixo da zona de risco. Isso ajuda a ajustar o foco antes da prova oficial.
A estatística ajuda também no controle emocional no dia da prova?
Sim. Conhecer os números reduz a pressão por perfeição e ajuda o candidato a manter a calma. Saber onde é possível errar sem comprometer o resultado transforma a prova em uma execução técnica, e não em um evento dominado pela ansiedade.
Base técnica e referências
A análise apresentada neste artigo é fundamentada em dados oficiais do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), especialmente no Provimento nº 144/2011, que regulamenta o Exame de Ordem, bem como nos editais e relatórios estatísticos divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora da prova. Também foram considerados padrões de incidência temática observados em exames anteriores e metodologias de análise de desempenho amplamente utilizadas na educação jurídica estratégica.
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